Sindsep-DF reage a contratações sem concurso no MS e cobra o fortalecimento do serviço público

Em reportagem publicada na quinta-feira (30/04), o jornal O Globo denuncia que contratações paralelas no Ministério da Saúde estão no radar do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a matéria, documentos enviados ao tribunal mostram que a pasta mantém uma estrutura de mais de 2.500 bolsistas e consultores sem concurso, com custo mensal estimado em R$ 16,3 milhões e que, em determinados momentos, este contingente chegou a superar o número de servidores efetivos em Brasília.

O caso levanta questionamentos sobre a substituição de mão de obra efetiva por contratações temporárias e sobre a gestão de pessoal na pasta, sobretudo diante da existência de candidatos aprovados em concursos públicos que aguardam nomeação. A reportagem expõe ainda que as contratações são viabilizadas por meio de acordos com entidades como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).

A situação também expõe um descompasso entre a política de contratação adotada pelo ministério e a necessidade de fortalecimento do serviço público. O Sindsep-DF seguirá acompanhando o caso e cobrando do governo a convocação de todos os aprovados nos concursos públicos mais recentes, bem como o esgotamento dos cadastros de reserva, como medida para recompor a força de trabalho e fortalecer o serviço público.

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