Nem ufanismo, nem derrotismo

Durante as negociações, o governo criou estratégias para dividir os servidores. Cada proposta, cada atitude colocava ativos contra aposentados, servidores antigos contra os novos concursados… Explorava diferenças entre carreiras, cutucava a percepção que os servidores têm de si mesmos, muitas vezes maldosamente construída pela mídia.

As razões do governo são óbvias: ele não quer enfrentar mais de um milhão de servidores juntos, unificados por bandeiras comuns. E nós, servidores, que fazemos? Acreditamos em nossa força? Construímos nossa organização? Ou aceitamos a divisão?

As lutas da categoria, com muito esforço, muita garra, arrancaram concessões do governo para diversos setores – outros ainda negociam. Como continuar a partir de agora?

Será que tudo está um mar de rosas, como querem nos fazer acreditar alguns dirigentes e o próprio governo? Ou, no outro extremo, será que ficaremos ao lado da descrença e do desrespeito daqueles que desprezam as organizações construídas pelos trabalhadores e nos apresentam as novas tabelas como piores que as anteriores?

Em Brasília, as mobilizações desta semana apresentam o caminho: colocar no bolso o que foi conquistado e continuar a luta!

Tão logo o governo envie as tabelas ao Congresso Nacional, o Sindsep-DF as analisará e discutirá em assembléias. No 13º Congresso do Sindsep-DF vamos avaliar o processo de mobilização e negociação e discutir novas estratégias, fortalecendo o sindicalismo classista e independente. Assim arrancaremos vitórias fundamentais, definitivas.

MP ou Projeto de Lei?
No fechamento desta edição o governo ainda não havia decidido como enviaria ao Congresso as novas tabelas. A diferença é que a medida provisória tem força de lei, passando a vigorar a partir do momento em que é editada pelo presidente. Já o Projeto de Lei só entra em vigor depois de aprovado, mesmo quando enviado em regime de urgência constitucional. Modalidade em que são dispensadas formalidades regimentais para apreciação no plenário.

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