Mundo passa de 50 milhões de contaminações por Covid-19

Um dos países mais afetado pela pandemia de Covid-19, o Brasil acumula 5.660.555 casos da doença e 162.374 vidas perdidas

Mundo passa de 50 milhões de contaminações por Covid-19

Ainda em busca de uma vacina, o mundo ultrapassou neste domingo (8) 50 milhões de casos de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins. A Europa, que enfrenta a segunda da doença em vários países, é atualmente a região mais afetada e outubro foi o mês com mais casos confirmados desde o início da pandemia.

No total, já são mais de 50,4 milhões de pessoas infectadas e 1,2 milhão mortas pelo vírus. Os Estados Unidos seguem como o país mais afetado, com quase 10 milhões de casos e 237 mil óbitos. Na sequência do ranking estão a Índia, com 8,5 milhões e 126 mil óbitos, e o Brasil com 5.660.555 milhões e 162.374 mil vidas perdidas – em número de óbitos, o país é o segundo colocado.

Só umas últimas 24, foram confirmados mais 7.698 novos casos e 88 novas mortes de brasileiros por coronavírus, segundo o consórcio de imprensa. Vale ressaltar que os dados dos finais de semana são atrasados devido o plantão de trabalhadores aos sábados e domingos.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 324. A variação foi de -30% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de queda. Em relação aos casos confirmados, a média móvel de novos casos nos últimos 7 dias foi de 16.534 por dia, uma variação de -28% em relação aos casos registrados em duas semanas, ou seja, também indica queda em relação aos últimos 14 dias.

O estado de São Paulo tem o maior em número de casos e mortes pelo novo coronavírus no país, desde o início da pandemia. Ao todo, o estado registra 1.125.936 casos confirmados de Covid-19 e 39.717 mortes. Os dados de São Paulo também não foram atualizados desde o dia 5.

O Rio de Janeiro vem em segundo lugar na estatística de óbitos com 20.905 mortes, seguido de Ceará (9.395), Minas Gerais (9.204) e Pernambuco (8.732).

As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (695), Acre (699), Amapá (751), Tocantins (1.114) e Rondônia (1.476).

No caso do Amapá, o apagão impediu que novos casos e mortes fossem relatados. Desde o dia 3, mais de 700 mil pessoas, em 13 dos 16 municípios do estado estão sofrendo com a falta de energia, água e combustíveis. O drama começou quando a subestação de energia da empresa espanhola que presta serviços no estado pegou fogo e obrigou o desligamento automático da linha de transmissão.

Mundo

Os Estados Unidos e a Rússia registram aumentos diários no número de casos de Covid-19. Os EUA registraram quatro dias consecutivos de recordes de novas infecções, com mais de 100 mil casos diários.

O país russo bateu recorde de novos casos nas últimas 24 horas, informaram autoridades de saúde do país nesta segunda. Foram 21.798 infectados e 256 mortes, o que elevou o número de casos e óbitos para 1,7 milhão e 30.793, respectivamente.

A capital russa concentra 22,4% das mortes do país e registrou 72 óbitos e 6.897 novos infectados.

A segunda onda na Europa contribuiu para o aumento de casos no mundo. Mais de 1,25 milhão de pessoas morreram por complicações provocadas pela doença. Vários países europeus decretaram lockdown para conter a segunda onda. A região, que tem cerca de 12 milhões de casos, é a mais afetada, ultrapassando a América Latina. A Europa é responsável por 24% das mortes por Covid-19.

A França está registrando 54.440 casos por dia na última média de sete dias, taxa mais alta do que a da Índia, que tem uma população muito maior.

A segunda onda global está testando sistemas de saúde em toda a Europa, levando Alemanha, França e Grã-Bretanha a ordenar que muitos cidadãos voltem para suas casas.

Na Ásia, a Índia tem o segundo maior número de casos do mundo, mas tem visto uma desaceleração constante desde setembro, apesar do início da temporada de festivais hindus.

Vacina contra Covid-19 tem 90% de eficácia

Nesta segunda-feira (9), a farmacêutica americana Pfizer afirmou que sua vacina experimental contra o novo coronavírus mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença com base em dados iniciais de um estudo amplo.

A luta é em busca de uma vacina em tempo recorde contra uma pandemia que já matou mais de 1 milhão de pessoas, abalou a economia global e impactou o cotidiano das pessoas.

O estudo preliminar analisou os primeiros 94 casos confirmados de Covid-19 entre os mais de 43 mil voluntários que receberam duas doses da vacina ou um placebo.

Segundo a farmacêutica, menos de 10% das infecções ocorreram em participantes que receberam a vacina. Mais de 90% dos casos ocorreram em pessoas que receberam placebo.

A Pfizer anunciou que os dados foram bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala com uma potencial vacina contra o coronavírus, e que até o momento não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos neste mês.

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