Alerta à classe trabalhadora: o perigo real e imediato contido no “decretaço” anunciado pela oposição
Em matéria publicada nesta quarta, 21, o jornal Correio Braziliense trouxe uma apuração reveladora sobre os planos de governo do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Segundo fontes de sua própria campanha, o parlamentar já tem finalizada a redação de mais de 200 decretos presidenciais para serem editados imediatamente em caso de vitória nas urnas. De acordo com as informações apuradas, a maioria dessas medidas visa alterar regras trabalhistas cruciais, afetando temas sensíveis como a organização da jornada de trabalho e o debate sobre o fim da escala 6×1, compondo um conjunto de diretivas que ameaçam o funcionalismo e a classe trabalhadora brasileira.
A intenção explícita de atuar prioritariamente sobre a regulação de normas trabalhistas acende o sinal vermelho no movimento sindical. O uso de um “decretaço” no primeiro dia de governo sinaliza uma tentativa de atropelar o debate social e impor retrocessos nas relações de trabalho.
Assuntos estratégicos, como a revisão da jornada e os direitos relativos aos dias de descanso, exigem fortalecimento da proteção ao trabalhador, e não flexibilizações impositivas por atos normativos do Executivo.
O plano revelado abrange ainda uma profunda reorganização administrativa do Poder Executivo, prevendo o término de diversos comitês, conselhos e grupos de trabalho.
A justificativa alegada de “reduzir custos da máquina pública” mascara a real finalidade dessas extinções: eliminar espaços legítimos de controle social e participação popular dentro do Estado. O enfraquecimento do diálogo e a paralisação de órgãos de fiscalização enfraquecem a prestação de serviços públicos essenciais para a população.
A apuração também destaca um “revogaço” de atos normativos em vigência, com foco em restrições às fiscalizações ambientais e na privatização acelerada de empresas estatais nos primeiros meses de gestão.
Entregar o patrimônio do povo brasileiro à iniciativa privada e enfraquecer o papel fiscalizador do Estado são medidas que comprometem a soberania nacional e a sustentabilidade do país em prol de interesses corporativos.
Diante do cenário desenhado, o Sindsep-DF reafirma seu compromisso histórico na defesa inegociável dos direitos dos servidores públicos e de toda a classe trabalhadora. A imposição de agendas que retiram conquistas históricas por meio de decretos governamentais encontrará permanente resistência e mobilização sindical.

