Sindsep-DF se reúne com comissão de tecnologistas em saúde e direção do MS

Na tarde de ontem, 12, a direção do Sindsep-DF e representantes da Comissão de Pessoas Aprovadas para o Cargo de Tecnologista (CPA) do Ministério da Saúde pelo CPNU, se reuniram com a Coordenação de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde (COGEP/MS) para discutir os rumos da contratação e integração dos novos servidores públicos federais.

A reunião foi aberta com a reivindicação de convocação das 220 vagas imediatas de Tecnologistas, sem escalonamento, em razão da urgência do ingresso dos novos servidores, uma vez que as secretarias aguardam com as “cadeiras prontas”. Em meio a esse cenário, o debate ganhou força com a questão do Cadastro Reserva (CR) de Tecnologistas, cuja chamada, embora extremamente necessária mas sem previsão imediata, ficou a cargo do MGI. O sindicato ressaltou que a aprovação do Anexo V do PLOA sem alterações é necessária para a garantia de espaço orçamentário para o cumprimento do cronograma de nomeações do CPNU, inclusive das listas de espera – uma demanda que já rendeu intensas discussões junto ao Congresso. O Sindsep-DF segue comprometido com a defesa da ampliação das oportunidades para os trabalhadores federais, garantindo que os avanços não sejam limitados por restrições financeiras ou mudanças administrativas.

Outro ponto de destaque foi o cronograma traçado para a posse e ambientação dos novos Tecnologistas. Com previsões para convocações entre o fim de abril e meados de maio – e a ambientação já prevista para o final de maio – a gestão busca organizar um ingresso ágil e eficaz. Aspectos práticos também foram discutidos: desde a realização de perícias admissionais, que ocorrerão preferencialmente em Brasília com exceções pontuais, até a padronização dos documentos exigidos (conta-salário, cópias autenticadas e demais declarações).

Além disso, ficou claro que a lotação dos Tecnologistas seguirá critérios internos precisos, destinando-os inicialmente a secretarias específicas, como SAPS, SAES, SVSA e SECTICS. Essa distribuição visa alinhar o perfil profissional à demanda de cada setor, com a possibilidade de movimentações posteriores conforme as necessidades institucionais.

No que diz respeito ao regime de trabalho, a reunião ressaltou a manutenção da jornada de 40 horas semanais, operando em banco de horas e com horários semiflexíveis, ajustados individualmente com as coordenações. A possibilidade de adoção do trabalho híbrido ou remoto, inclusive antes do término do primeiro ano em casos excepcionais, poderá ser avaliada como alternativa para atender a demandas e peculiaridades de cada setor.

Adicionalmente, a discussão sobre a avaliação de títulos – com prazos de 1 a 2 meses – e os desafios relacionados ao registro profissional no conselho de classe, foi tratada com a gestão, que deverá atuar no desenvolvimento e progressão dos servidores ao longo de suas carreiras.

Em meio a uma série de mudanças e novas diretrizes, o Sindsep-DF reafirma seu papel como entidade classista e representativa, atuando para que cada decisão tomada pelo MGI, pelo Ministério da Saúde e pelo Congresso reflita o interesse dos trabalhadores e da sociedade brasileira. A luta pelo reconhecimento da capacidade orçamentária para a total convocação do CR e a busca por melhores condições para ingresso e progressão na carreira demonstram o comprometimento da entidade com a valorização dos servidores públicos federais e do Sistema Único de Saúde.

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