Sindsep-DF participa de seminário na CUT em Roraima sobre povos indígenas e mundo do trabalho

A diretora da Executiva do Sindsep-DF, Aline Maciel, participou, em Boa Vista, na sexta-feira (25), do Seminário “Povos Indígenas e o Mundo do Trabalho”, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) Roraima. A atividade integrou as ações desenvolvidas pelo projeto de mesmo nome, idealizado pela CUT Nacional e pela Condsef/Fenadsef, em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Representando a Condsef/Fenadsef, Aline compôs a mesa “Conjuntura, Trabalho e Territórios: Desafios para os povos indígenas e o Movimento Sindical”, que contou com a participação de Paulino Montejo, da APIB. No centro do debate, a convergência entre a luta dos trabalhadores e a dos povos indígenas na resistência aos impactos provocados pelo sistema econômico.

O evento contou com a participação de representantes dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Fórum Estadual de Economia Solidária, da CNTE, do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos em Serviços de Saúde do Estado de Roraima (SIEMESP), da Secretaria Nacional da Economia Solidária da CUT Nacional e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O objetivo do evento foi ampliar a articulação entre o movimento sindical no estado e os povos indígenas, tendo a economia solidária como meio para apoiar suas atividades produtivas, como também fortalecer suas lutas, valorizando os territórios como base do trabalho, e construir agendas políticas comuns.

Lançado em São Paulo, no dia 20 de março deste ano, o projeto se estrutura em três eixos. O primeiro trata da comercialização de produtos indígenas. O segundo prevê a realização de debates, visitas de sindicalistas aos territórios indígenas e exposições fotográficas. Já o terceiro prevê a produção de uma publicação, reunindo reflexões, experiências e dados coletados ao longo do projeto, contribuindo para sistematizar esse processo de diálogo. Além de São Paulo, o projeto já passou por Brasília (Acampamento Terra Livre) e Fortaleza (CE).

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