Sindsep-DF marca presença em plenária da Condsef e reforça agenda de lutas dos servidores
O Sindsep-DF participa, de hoje (16) até sábado (18), da Plenária Estatutária e Assembleia Geral da Condsef/Fenadsef, em Luziânia (GO). Ao todo, a delegação do sindicato é composta por 38 delegados e 11 suplentes/observadores, eleitos em assembleias por local de trabalho. A atividade reúne representantes de todo o país em um espaço estratégico de debates sobre o fortalecimento do sindicalismo classista, do serviço público e da democracia.
“Nossa delegação tem um papel importantíssimo nas discussões. Somos o primeiro sindicato classista e geral dos servidores públicos, fundado antes mesmo de a Constituição de 1988 permitir nossa organização sindical e temos, portanto, um legado histórico de organização e unidade dos servidores e empregados públicos”, afirmou o secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves.
Ele lembrou ainda que este é um ano eleitoral, o que reforça a relevância de discutir a organização da categoria para enfrentar os retrocessos que o atual Congresso inimigo do povo tenta impor aos serviços públicos e ao conjunto dos servidores.
Diretora das Executivas do Sindsep-DF e da Condsef/Fenadsef, Mônica Carneiro destaca que um dos principais temas da plenária é a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura o direito à negociação coletiva no setor público.
Segundo ela, a assinatura, pelo presidente Lula, do projeto de lei sobre o tema — ocorrida na quarta-feira (15), durante reunião com as centrais sindicais no Palácio do Planalto, após a Marcha da Classe Trabalhadora —, inicia um novo capítulo na luta dos servidores. “Esse novo momento exigirá ainda mais mobilização e capacidade de pressão, especialmente diante da atual configuração do Congresso Nacional”, afirma.
A plenária também deve debater outras demandas urgentes, como a instituição do auxílio-nutrição para servidores aposentados e pensionistas do Executivo Federal; a correção das distorções salariais, com o objetivo de garantir maior isonomia e equilíbrio na política remuneratória; e o combate à política de elitização do Estado brasileiro conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), entre outras pautas.

