Sindsep-DF participará de audiência pública que vai tratar da convocação de todos os aprovados no CNU1

Na próxima terça-feira, dia 24, o Sindsep-DF participará de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que discutirá a necessidade de convocação de todos os aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU1). O evento, organizado pela Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) a pedido da deputada Érika Kokay (PT-DF), ocorrerá a partir das 13h, no Plenário 8 do Anexo II.

Desde a convocação dos primeiros aprovados no concurso, o Sindsep-DF, em conjunto com a Condsef/Fenadsef, tem atuado ativamente na articulação parlamentar para garantir o esgotamento do cadastro de reserva do CNU1. A diretora da Executiva do Sindsep-DF, Mônica Carneiro, destaca que a recomposição da força de trabalho nos órgãos do Executivo Federal também é uma questão de soberania nacional. “Defender os serviços públicos é defender os meios de sobrevivência da classe trabalhadora, visto que os serviços públicos gratuitos representam o salário indireto do trabalhador. Além disso, fortalecer os serviços públicos com a recomposição da força de trabalho é garantir que o Estado não seja entregue ao patrimonialismo”, explicou.

A diretora também ressalta a preocupação do Sindsep-DF com a publicação da Portaria n. 4.567, de 17 de junho de 2025, que dispõe sobre a utilização do Banco de Candidatos aprovados em Lista de Espera do Concurso Público Nacional Unificado para contratação temporária de pessoal. Essa portaria vai na contramão das reais necessidades do Estado brasileiro, que depende de servidores estáveis e qualificados em seus quadros para garantir autonomia técnica diante de interferências econômicas contrárias ao interesse público. A flexibilização de vínculos laborais é demanda de setores privatistas que vêem na precarização do Estado uma oportunidade para ampliar seus lucros.

Além de debater a agilidade nas nomeações para as vagas imediatas do CNU1 e um cronograma para a convocação dos aprovados no cadastro de reserva, a audiência também analisará as condições de realização dos cursos de formação, especialmente para grupos em situação de vulnerabilidade ou que necessitem de adaptação de horários e formatos.

Vale lembrar que o Sindsep-DF foi uma das primeiras entidades a defender, nos cursos de formação, um tratamento adequado e adaptado às necessidades específicas de candidatos com deficiência, portadores de doenças graves, gestantes, lactantes, puérperas e mães de crianças com deficiência.

Além do Sindsep-DF, foram convidados para o debate a Condsef e representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

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