Sindsep-DF pelo fim do trabalho escravo
Neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o Sindsep-DF reafirma seu compromisso na luta pela eliminação do trabalho escravo no Brasil, que tem como maiores vítimas as pessoas em vulnerabilidade socioeconômica, de baixa renda ou desempregadas, geralmente com pouca instrução. Apesar de parecer uma realidade distante do país, os casos vêm aumentando a cada ano. Em 2024, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebeu cerca de quatro mil denúncias de trabalho escravo, inclusive em áreas urbanas.
Segundo a última atualização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de outubro do ano passado, 712 empresas brasileiras integram a chamada “Lista Suja”, o cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo. O cadastro é atualizado semestralmente com base nas ações de fiscalização realizadas pelos auditores–fiscais do trabalho.
Vale lembrar que o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo também faz referência ao trágico assassinato dos auditores-fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, em 28 de janeiro de 2004, durante uma fiscalização rural em fazendas no interior de Minas Gerais, onde havia indícios de prática de trabalho escravo. “A Chacina de Unaí evidenciou a vulnerabilidade a que os integrantes da carreira estão submetidos como agentes públicos, especialmente durante as fiscalizações diretas, sobretudo em áreas rurais, onde o trabalho escravo e os conflitos agrários são frequentes. Mesmo com o Protocolo de Segurança para a Inspeção do Trabalho, criado em junho de 2021, ameaças, intimidações e agressões ainda são uma realidade enfrentada pelos auditores-fiscais do trabalho”, comentou o secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves.
Vale lembrar que o combate ao trabalho escravo também foi debatido e incluído nas deliberações do XVIII Congresso do Sindsep-DF, realizado em agosto de 2024.

