Servidores do MEC intensificam mobilização por um plano de carreira justo e alertam para risco de evasão
No início da tarde desta terça-feira (18), cerca de 30 servidores do Ministério da Educação (MEC) se reuniram em frente à sede do órgão para retomar a mobilização pela criação de um plano de carreira que realmente atenda às necessidades da categoria. O ato, que contou com a presença de representantes e entidades sindicais, evidenciou o descaso do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) quanto à pauta, reforçando a ausência de diálogo efetivo entre governo e servidores.
Durante a reunião, os participantes denunciaram o descaso do MGI nas negociações com o MEC, ressaltando que os baixos salários e a falta de perspectivas têm levado muitos servidores a buscarem oportunidades em outros concursos. Essa situação tende a se agravar com a convocação do Concurso Nacional Unificado (CNU), que poderá integrar novos servidores a um quadro já fragilizado, aumentando a rotatividade e comprometendo a continuidade das políticas públicas na área da educação.
Em uma roda de conversa, os servidores também criticaram a inércia das autoridades responsáveis, apontando que o Ministro Camilo Santana, embora apoie o pleito, ainda não conseguiu levar as reivindicações às instâncias competentes de forma satisfatória e eficaz. Ao final do encontro, a categoria aprovou um novo plano de lutas e marcou um ato para o dia 1º de abril, com o objetivo de ampliar a mobilização e pressionar o governo para que as negociações avancem.
Sem a implementação de um plano de carreira justo e atrativo, o MEC corre o risco de enfrentar uma crise de desvalorização e esvaziamento de seus quadros, o que poderá afetar diretamente a qualidade dos serviços prestados à sociedade.
A mobilização dos servidores se intensifica, e o Sindsep-DF permanece atento e atuante na luta por condições dignas de progressão na carreira, essenciais para a valorização dos profissionais e para a manutenção de um serviço público de excelência.