Servidores da Funai mobilizados contra a reforma administrativa

Em assembleia virtual realizada na tarde de hoje (16), os servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) decidiram fortalecer a mobilização contra a reforma administrativa e participar da Marcha Nacional do Serviço Público, no próximo dia 29.

A diretora da Executiva do Sindsep-DF, Aline Maciel, abriu a atividade, destacando que a pauta central é discutir os perigos da reforma administrativa em tramitação na Câmara dos Deputados, além de organizar a mobilização unificada da categoria em defesa do serviço público e definir estratégias para barrar a proposta. Lucas Zelesco, representante da Ansef, reiterou a importância da mobilização conjunta contra a reforma e afirmou que a associação participará ativamente da luta.

A diretora das Executivas do Sindsep-DF e da Condsef, Mônica Carneiro, explicou que o projeto de reforma administrativa teve suas discussões iniciadas em um Grupo de Trabalho no mês de junho, por solicitação do deputado Zé Trovão (PL-SC), com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da proposta no GT. Ela enfatizou que o texto tem caráter fiscalista, punitivista e liberal, buscando cortar gastos, flexibilizar vínculos de trabalho, criar um banco nacional para contratações temporárias e instituir um sistema de avaliação de desempenho meritocrático com bônus de eficiência, medidas que vão na contramão da demanda histórica da categoria por negociação coletiva e reposição salarial permanente.

Mônica também afirmou que o projeto representa um desmonte do serviço público, atacando a estabilidade funcional e priorizando contratações temporárias em detrimento dos concursos para servidores efetivos. Para fortalecer a mobilização, convocou os servidores para a Marcha Nacional, no dia 29, ressaltando que a manifestação contará com a participação de servidores municipais, estaduais e federais. Ela ainda destacou outras atividades de mobilização semanal, como os atos realizados às terças-feiras no aeroporto de Brasília e às quartas-feiras em frente ao Anexo II da Câmara dos Deputados.

A diretora informou, ainda, sobre uma futura atividade na COP 30, em 13 de novembro, que discutirá a reforma administrativa em relação à proteção climática e ambiental, com o lema de que não existe meio ambiente protegido sem um serviço público forte e estruturado. Mônica encerrou sua fala ressaltando a importância da sindicalização e da organização por meio das entidades sindicais para enfrentar as políticas que visam destruir o serviço público.

O membro da Seção Sindical do Sindsep-DF na Funai, Crizantho Neto, destacou que a estabilidade no serviço público é fundamental para garantir a independência dos servidores diante de pressões indevidas, citando a condenação do ex-presidente da Funai, Marcelo Xavier, como exemplo recente. Rafael Pereira e Bruno Emílio, que também integram a Seção Sindical, reforçaram a necessidade de uma mobilização unificada entre as três esferas do funcionalismo público para barrar a reforma administrativa.

Também integrante do Sindsep-DF na Funai, Ellen Veloso ressaltou que a mobilização social é o que provoca mudanças e repara injustiças, convidando todos a se dedicarem à causa coletiva. Antes de encerrar a assembleia, Aline Maciel saudou os trabalhadores temporários da Funai presentes na atividade e reiterou que o objetivo do Sindsep-DF é lutar por condições de trabalho, salário e estabilidade para todos.

A maioria dos servidores presentes confirmou participação na atividade do dia 29.

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