Ato político marca posse de delegados sindicais do Sindsep-DF e destaca papel da organização da base na defesa do serviço público
Em ato político realizado nesta segunda-feira (10), o Sindsep-DF empossou os novos delegados e delegadas sindicais de 25 locais de trabalho, eleitos para o triênio 2025/2028. A solenidade, realizada no auditório Francisco Zóccoli, na sede do sindicato, contou com a presença do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues; do secretário-geral da Condsef, Sérgio Ronaldo; e da dirigente da CNTE, Rosilene Correia.
O secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves, iniciou a atividade contextualizando a conjuntura política internacional e nacional e os desafios para os novos delegados sindicais. “Enfrentamos um cenário complicado no Brasil. Se, por um lado, o orçamento público é sequestrado pelo Congresso, por outro, o MGI implementa sua política de elitização do Estado, expressa também no PL 6.170, que, embora traga avanços com a conquista das carreiras da Cultura e do MEC, também aprofundou distorções salariais, beneficiando um pequeno grupo de servidores de nível superior”, ressaltou.
A coordenadora da Secretaria de Organização das Seções Sindicais, Marta Rosângela, parabenizou todos pela disposição de luta e reforçou que o papel das Seções Sindicais é integrar as demandas específicas dos servidores, por local de trabalho, às pautas gerais da categoria. “Os novos delegados assumem a responsabilidade de representar a base, organizar a resistência e impulsionar as lutas da categoria em cada órgão”, afirmou.
Ao relembrar sua trajetória como delegado sindical de base, Sérgio Ronaldo destacou a importância da participação ativa dos trabalhadores na construção do movimento sindical. “Dialogar no local de trabalho é a missão de cada um e cada uma”, afirmou. Também reforçou que todas as conquistas do funcionalismo são resultado da luta coletiva, defendeu que 2026 é um ano de cobrança política e enfatizou a importância de já preparar a base orçamentária para 2027. Nesse sentido, salientou que a principal arena de negociação, neste momento, é o Congresso Nacional, apontando a necessidade de articulação política permanente. O secretário-geral da Condsef também convocou os servidores para participarem de ato no próximo dia 23 de fevereiro, às 10h, em frente ao MGI (Bloco C), para pressionar o governo a incorporar as reivindicações dos servidores no PL 6.170/2025.
Rodrigo Rodrigues parabenizou o Sindsep-DF pelo fortalecimento das Seções Sindicais que dialogam mais diretamente com a base do sindicato. “São os delegados sindicais que mobilizam os trabalhadores. Sindicatos que têm a prática de fazer o processo de organização dos locais de trabalho, são sindicatos que têm a força de mobilização e ação, tem capacidade de reposta com sua categoria para avançar”, descatou. Ao analisar o cenário político e econômico internacional e nacional, o presidente da CUT-DF também destacou a ascensão da extrema direita no mundo e apontou preocupação com a situação do BRB diante do escândalo envolvendo o Banco Master. Também citou a importância da mobilização sindical em 2026 e o peso das eleições para o futuro dos trabalhadores e do serviço público. “É um ano curto para resolver a vida, por isso que a mobilização é importante”. E convocou os servidores para a Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 15 de abril, na Esplanada dos Ministérios.
Em sua intervenção, Rosilene Correia evidenciou o papel histórico da classe trabalhadora na conquista de direitos e alertou para o avanço de projetos de retrocesso e desmonte do Estado e do serviço público. Ela também ressaltou o atual cenário político como desafiador, mas com perspectiva de resistência e de mudanças estruturais no país, além de reforçar a importância da atuação sindical na base, com debate político, informação e mobilização da categoria. “A gente sabe que é a classe trabalhadora que faz o enfrentamento para que as mudanças ocorram.”
Entre as Seções eleitas, a única que recebeu votos de 100% dos filiados foi a Anater. O coordenador da Seção Sindical, Niro Roni Nobre Barrios, destacou que a força do movimento sindical depende diretamente da organização na base e apontou os desafios diante de uma nova geração de trabalhadores que não vivenciou disputas políticas e, muitas vezes, desconhece o papel dos sindicatos. “Não existe sindicato sem organização de base”, afirmou.
Ao todo, 119 delegados e delegadas eleitos passam a integrar a Diretoria Plena do Sindsep-DF, com mandato coincidente ao da atual direção (veja relação abaixo). Neste pleito, foram constituídas Seções Sindicais nos seguintes locais: Abin, Anater, Anistiados, Bacen, Conab, DPF, Ebserh, Enap, FNDE, Funai, HFA-Celetistas, HFA-Estatutários, Imbel, Incra, Inep, MAPA, MEC, MinC, Ministério da Saúde – PO 700, Ministério da Saúde – sede, MJSP, MME, MPF/PGR, MPI e MPS/MTE.
Para ampliar ainda mais a presença do Sindsep-DF na base, após o carnaval, a direção do sindicato convocará eleições suplementares nos órgãos que ainda não contam com Seção Sindical. O início das inscrições está previsto para março, reforçando o compromisso do sindicato com a organização, a participação e o fortalecimento da luta nos locais de trabalho.
















