Após apitaço, servidores do MEC são novamente recebidos pela assessoria do ministro Camilo Santana

Na terça-feira, dia 1º de abril, organizados pela Seção Sindical, os servidores do Ministério da Educação (MEC) realizaram um apitaço no hall do 8° andar da sede do órgão, onde fica o gabinete do ministro Camilo Santana. Ao longo da atividade, os manifestantes unidos falaram palavras de ordem cobrando o atendimento de suas reivindicações.

Como resultado, uma comissão de servidores foi recebida pela assessoria do ministro, ocasião em que relataram o descontentamento da categoria com a postura elitista e excludente do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) que nas negociações para estruturação e reestruturação de carreira privilegiou setores considerados “típicos de Estado”, em detrimento da maioria que compõe o Executivo Federal.

Os servidores se queixaram especialmente do total descaso da pasta com a reivindicação de carreira específica do MEC. A comissão destacou ainda a necessidade de apoio mais contundente do ministro Camilo Santana para fazer frente à extrema dificuldade de diálogo com o MGI.

Antes do apitaço, os servidores se reuniram em frente à portaria principal do ministério para avaliar a mobilização e discutir os rumos do movimento.

Assembleia geral em 13 de maio
Já na tarde desta quarta-feira, 2, a direção do Sindsep-DF se reuniu com a Seção Sindical do MEC para discutir estratégias para a convocação dos servidores para a assembleia geral do dia 13 de maio que vai discutir o fortalecimento da mobilização dos trabalhadores do Executivo Federal para o combate à elitização do serviço público e a construção de greve geral no âmbito do poder Executivo.

O encontro de hoje faz parte das deliberações da reunião de 18 de março, quando a direção do Sindsep-DF discutiu com a base do Executivo Federal estratégias de mobilização unificada pela correção das distorções salariais e o atendimento das demais reivindicações contidas na Carta Aberta ao presidente Lula, que conta com 6.000 assinaturas e foi entregue à Presidência da República em 26 de fevereiro. Até o momento, o governo não encaminhou qualquer devolutiva às reivindicações. Enquanto isso, o MGI segue, sem abertura para qualquer negociação, implementando uma política antissindical que fragmenta e elitiza o serviço público.

O secretário-geral Oton Pereira Neves informou que deve se reunir também com os membros das 32 Seções Sindicais eleitas para esta gestão, além dos servidores dos demais órgãos do Executivo Federal que ainda não possuem representação sindical. Um calendário desses encontros deve ser divulgado em breve.

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