A extrema-direita e os riscos para o funcionalismo público e para todo o povo!

As primeiras medidas do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deixam dúvidas da ameaça que governos de extrema-direita representam para os serviços públicos, os servidores e a classe trabalhadora como um todo. Poucas horas após a posse, o republicano assinou decreto para aumentar seu controle sobre a força de trabalho federal.

A medida suspendeu o regime de trabalho remoto para os servidores federais atingindo cerca de um milhão de trabalhadores, e criou dispositivos para impedir a contratação de pessoas com base na sua raça, sexo ou religião, caso não estejam dispostas a defender a Constituição ou servir fielmente ao Poder Executivo. O que torna ainda mais evidente que os principais alvos dos ataques do governo Trump são os trabalhadores mais vulneráveis: mulheres, negros, pessoas LGBTQIAPN+ e imigrantes.

Dando continuidade ao plano de enxugar a máquina pública, Trump deu início a demissões em massa nas agências federais. Em uma semana foram quase 10 mil demissões de funcionários públicos sob o argumento de reduzir a burocracia do Estado. Aliás, em governos liderados por essa ideologia, é comum observar o desmonte dos serviços públicos e os ataques aos direitos dos servidores e do povo ancorados na necessidade de reduzir “gastos” públicos.

Vale ressaltar que as políticas de austeridade invariavelmente afetam os serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e assistência social. Ou seja, o corte de investimentos leva à precarização desses serviços, com a falta de infraestrutura adequada, equipamentos obsoletos e pessoal insuficiente. Essa situação sobrecarrega os servidores, que se veem diante de condições de trabalho cada vez mais difíceis, e também atinge a população mais vulnerável da sociedade, principal usuária dos serviços públicos. Ao mesmo tempo em que ataca os servidores e os serviços públicos, Trump promove uma campanha cruel contra trabalhadores imigrantes, deportando-os algemados para seus países de origem, incluindo crianças e mulheres.

É importante lembrar que Trump não está sozinho nessas decisões. Seu principal assessor, que está à frente da chamada ‘reestruturação’ dos serviços públicos, é o também empresário Elon Musk, considerado a pessoa mais rica do mundo. É inevitável concluir que o cenário de destruição dos serviços públicos essenciais nos EUA tem como principal propósito preparar o terreno para a privatização dos serviços em benefício de aliados empresariais.

O mesmo aconteceu no Brasil durante o governo de extrema-direita de Bolsonaro que promoveu o desmonte e a precarização dos serviços públicos, ao mesmo tempo em que se negou a negociar reajustes salariais com os servidores; incentivou o assédio institucional e a disseminação de informações falsas, entre outros ataques ao conjunto dos trabalhadores.

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