Sindsep-DF participa da Marcha Nacional das Mulheres Negras em Brasília
A direção do Sindsep-DF participou na manhã desta terça-feira (25) da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras que tomou a Esplanada dos Ministérios na luta por reparação e bem viver. O ato reuniu militantes de várias partes do Brasil e de mais de 30 países. Com camiseta e cartazes, as servidoras e servidores públicos federais do DF se posicionaram “contra a exploração, pelo fim do racismo, do machismo e da precarização”; e afirmaram: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista.” e “Para o feminismo ser relevante, ele precisa ser antirracista e incluir todas as mulheres das mais diversas esferas”.
Para a coordenadora da Secretaria da Mulher Trabalhadora, Antônia Ferreira da Silva, a marcha tem o papel de denunciar as desigualdades estruturais que afetam de maneira desproporcional a população negra e, ao mesmo tempo, levantar a bandeira em defesa de políticas públicas de reparação histórica, incluindo ações afirmativas, medidas econômicas, reforma agrária, ampliação de direitos e o combate ao racismo institucional. “Nossa participação reafirma o compromisso do sindicato com a luta antirracista, com a defesa da democracia e com a promoção de direitos que garantam condições igualitárias a todas e todos”, afirmou. O sindicato reconhece que as servidoras e trabalhadoras negras enfrentam desafios adicionais no serviço público e na sociedade, e entende que fortalecer essa mobilização é fundamental para avançar na construção de políticas públicas mais justas e inclusivas.
A 1ª Marcha foi em 2015, quando mais de 100 mil mulheres negras do Brasil marcharam contra o racismo, a violência e pelo bem viver. Passados dez anos, as razões que levaram aquelas mulheres às ruas continuam urgentes. O Brasil ainda é um país marcado pela violência de gênero e pela desigualdade racial. Segundo dados da Agência Brasil, foram registrados 1.450 feminicídios em 2024, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. As mulheres negras seguem como as principais vítimas: 60,4% das violências notificadas contra mulheres adultas atingiram pretas e pardas. O DataSenado aponta que 85% das mulheres negras vítimas de violência doméstica ainda vivem com seus agressores e 66% delas têm renda zero ou insuficiente, o que evidencia a relação direta entre racismo, pobreza e vulnerabilidade.






















