Dia da Amazônia: defesa do meio ambiente e luta contra retrocessos
Neste 5 de setembro, o Brasil celebra o Dia da Amazônia, data que chama a atenção para a maior floresta tropical do planeta e para a urgência em proteger seus recursos naturais diante das crescentes ameaças socioambientais.
Apesar de sua relevância estratégica para o equilíbrio climático global, a Amazônia brasileira segue sob forte ataque. A recém-aprovada Lei 15.190/25, oriunda do chamado PL da Devastação, representa um grave retrocesso ao país, apesar dos vetos presidenciais que tentaram mitigar os impactos negativos, pois fragiliza a legislação ambiental e abre espaço para práticas predatórias que colocam em risco a biodiversidade, os povos originários e quilombolas, e o futuro sustentável do país.
A escolha do Brasil como sede da COP 30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em novembro na cidade de Belém/PA, reforça ainda mais a responsabilidade do Estado brasileiro na proteção da Amazônia. O país tem papel estratégico nas negociações internacionais por abrigar a maior porção da floresta, cuja preservação é essencial no enfrentamento da crise climática mundial, que é ainda mais prejudicial para a classe trabalhadora, em especial as camadas mais vulneráveis de uma nação, principais vítimas dos desastres ambientais e climáticos vivenciados no mundo e que são resultado direto da destruição do meio ambiente.
No cenário brasileiro, a direção do Sindsep-DF considera fundamental destacar o trabalho dos servidores públicos de órgãos como o Ministério do Meio Ambiente, Ibama, ICMBio e Funai, entre outros, que são responsáveis por aplicar, supervisionar e fiscalizar as políticas públicas voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais. É inegável o papel dos servidores para garantir a proteção da natureza, a qualidade socioambiental e a sustentabilidade do Brasil, assegurando que a preservação da Amazônia seja um compromisso de Estado e não apenas um discurso.
Mais do que uma data comemorativa, o Dia da Amazônia deve servir como alerta: sem a valorização da floresta, das comunidades que nela vivem e dos servidores que a defendem, não há futuro sustentável para o Brasil nem para o planeta.

