Nota de Solidariedade ao Povo Palestino: Pelo Fim do Genocídio e pelo rompimento de relações com o Estado sionista

O Sindsep-DF vem a público mais uma vez manifestar sua solidariedade ao povo palestino, vítima de um brutal e sistemático genocídio pelo Estado sionista de Israel, ao mesmo tempo em que exige o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e o fim do bloqueio israelense à ajuda humanitária na região. O massacre já provocou a morte de mais de 53 mil civis inocentes, em sua maioria crianças e mulheres.

Enquanto parte da comunidade internacional se revolta e cobra das autoridades o fim da barbárie e a proteção dos civis palestinos, o Senado brasileiro, alheio aos crimes hediondos cometidos por Israel, aprova a lei do “Dia da Amizade Brasil-Israel”. Além de inoportuna, a iniciativa é lamentável. Em um momento em que Israel promove o extermínio em massa do povo palestino, a lei ecoa como um endosso à violência e um desprezo às vidas palestinas. É inadmissível que, enquanto o povo palestino é dizimado, o parlamento brasileiro dedique-se a celebrar uma “amizade” com o Estado opressor. Isso demonstra uma desconexão inaceitável com a realidade e um flagrante desrespeito à solidariedade internacional que deveria guiar as ações daqueles que representam o povo brasileiro.

Por outro lado, a manifestação do presidente Lula no último domingo, 25, ao reconhecer publicamente que “trata-se de um genocídio em Gaza”, ao lamentar o bárbaro assassinato de nove filhos de um casal de médicos na Palestina, é um passo fundamental e corajoso, que demonstra um alinhamento com a verdade e a justiça e diverge dos discursos dos governos que tentam maquiar a brutalidade sionista. No entanto, o reconhecimento por si só não basta. É crucial que essa conscientização venha acompanhada de ações concretas e enérgicas.

O Brasil, como nação soberana e defensora da paz e dos direitos humanos, tem o dever moral de ir além das declarações. É necessário o rompimento imediato das relações diplomáticas, acadêmicas, comerciais e militares com o Estado sionista, terrorista e assassino de Israel. O Brasil não pode ser cúmplice, mesmo que indiretamente, de um regime que viola sistematicamente o direito internacional, comete crimes de guerra e leva a cabo uma política de apartheid.

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