Sindsep-DF participa de ato em defesa da Reforma Agrária e contra o Trabalho Escravo

Em demonstração de apoio e solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Distrito Federal e Entorno (MST/DFE), o Sindsep-DF participou no sábado, dia 3 de maio, de Ato Político em Defesa da Reforma Agrária e contra o Trabalho Escravo no Acampamento Valmir Mota Keno, em Água Fria de Goiás, entorno do DF. Instalado em 07 de abril de 2025 – durante a Jornada Nacional de Luta por Reforma Agrária, realizada de 1º a 17 de abril com o lema “Ocupar! Para o Brasil Alimentar!” –, o acampamento Kenu é mais um marco na luta contra o latifúndio criminoso que explora trabalhadores em condições análogas à escravidão.

Com mais de 500 famílias, o acampamento está em uma área que pertece ao Incra, mas que foi adquirida ilegalmente pela Fazenda São Paulo que é de propriedade de Antério Mânica, condenado pela Justiça como um dos mandantes do quádruplo homicídio de servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ocorrido em 28 de janeiro de 2004, no caso que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Os assassinatos dos três auditores fiscais do trabalho e do motorista que os acompanhava aconteceram quando investigavam denúncias de trabalho escravo na fazenda de Mânica, na zona rural de Unaí, no noroeste de Minas Gerais, a 168 quilômetros de Brasília-DF. Em 2023, o latifundiário teve seu nome ligado a mais um caso de exploração de trabalhadores.

Diretora do Sindsep-DF e servidora do Incra, Maria de Jesus Santana da Silva, esteve na atividade e destacou a importância das políticas públicas voltadas para a reforma agrária e o ordenamento territorial como forma de promover a justiça social e o desenvolvimento sustentável do país. “Ao democratizar o acesso à terra e fortalecer a agricultura familiar, o Brasil poderá avançar no combate ao trabalho escravo no campo, na erradicação da pobreza rural, na promoção da segurança alimentar e na construção de um modelo de desenvolvimento mais equilibrado e respeitoso com o meio ambiente”, afirmou. Ela também lembra que a luta dos trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra encontra eco na luta dos servidores do Incra. Também estiveram presentes os servidores do Incra filiados ao Sindsep-DF, Roberto Alves de Almeida, Angélica Cunha e Luis Henrique Donadio.

Na atividade, o MST também denunciou o governo fascista de Ronaldo Caiado que tentou expulsar os acampados da área com uso da força policial do Goiás, os quais resistiriam.

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