Servidores da Cultura e vinculadas entram em greve por valorização

Os servidores do Ministério da Cultura (MinC) e órgãos vinculados entraram em greve na terça-feira, 29 de abril, por tempo indeterminado. O movimento paredista nacional abrange o Distrito Federal e pelo menos 16 estados da federação, e tem como principal reivindicação a reestruturação da carreira da Cultura, com foco na valorização dos profissionais e na criação de um plano de carreira há muito esperado pela categoria. Nas atividades da greve, os servidores também denunciam a sobrecarga de trabalho, intensificada pela redução de 36,6% no quadro de pessoal entre 2014 e 2023, e a falta de diálogo por parte do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) que adiou diversas reuniões com a categoria. A greve visa pressionar o governo a atender essas demandas históricas e a reconhecer a importância dos trabalhadores para o setor cultural brasileiro.
Como parte das atividades do primeiro dia de greve, os servidores lotados no DF participaram na terça, 29, da Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pela CUT e demais centrais sindicais e que reuniu milhares de trabalhadores em Brasília. Além de cobrar a valorização dos serviços públicos, a marcha tinha como reivindicações centrais o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, a taxação das grandes fortunas e a isenção do IRPF para quem ganha até 5 mil reais.
Também na terça, os técnicos do Iphan no Rio de Janeiro organizaram um ato simbólico em frente à Superintendência do órgão no centro da cidade, destacando a importância da valorização do funcionalismo público, plano de carreira e a necessidade de investimentos nos equipamentos de defesa da cultura nacional.
Reunião com MGI
Na quarta-feira, 30 de abril, uma comissão de servidores se reuniu com o secretário de Relações do Trabalho do MGI, José Lopes Feijóo, para apresentar as razões da greve, o cenário de luta e todo o acúmulo que a Cultura tem em relação à negociação para a reestruturação da carreira.
A reunião não representou a abertura das negociações. Feijóo informou que a proposta de reestruturação está com o secretário de Gestão de Pessoas da pasta, José Celso Cardoso, e reiterou que a ministra está atenta à pauta dos servidores e em conversa constante com a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
O secretário também se comprometeu a envidar esforços para que a reunião de negociação para a reestruturação da carreira, agendada para o dia 8 de maio, não seja cancelada novamente. Disse também que vai avaliar a possibilidade da compensação das horas da greve de 2014, afirmando que não tinha conhecimento de que elas estavam sendo cobradas, e afirmou que vai analisar a posição da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o tema para ver como pode reverter a cobrança.
Segundo a coordenadora da Seção Sindical do Sindsep-DF na Cultura, Ruth Vaz Costa, a avaliação dos servidores é que a greve tem que continuar. Uma nova avaliação deve ser feita após a reunião do dia 8 de maio.
Agenda de mobilização
Segunda | 05/05
- 14h30: Assembleia DF no Ibram
Terça-feira | 06/05
- 10h: Assembleia Fundação Cultural Palmares
- 15h: Assembleia Nacional
Quarta-feira | 07/05
- 16h: Audiência pública
Quinta-feira | 08/05
- 10h: Reunião com o secretário de Gestão de Pessoas do MGI
- à tarde: Assembleia no MinC















