Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
            








Nota sobre censura e desmonte da EBC

20/02/2018


A restrição à liberdade de expressão no Governo Temer, não apenas na EBC, ficou evidente no Desfile das Campeãs, quando da passagem da escola de samba Paraíso do Tuiuti, que foi pressionada a colocar o personagem do Vampiro Neoliberalista na Sapucaí sem a faixa presidencial exibida no desfile oficial de domingo (11).

A censura sutil e cotidiana imposta aos radialistas e jornalistas da EBC - resultado do golpismo na TV Brasil, que segue com Temer na Presidência - foi evidenciada na orientação passada em reunião no Sambódromo.

Os empregados foram orientados a evitar que o foco fosse para as placas Fora Temer - além da orientação geral de não mostrar imagem de
apelo sexual. Ao mesmo tempo, o discurso era de “mostrar tudo, pois somos empresa pública”.

Na transmissão ao vivo, o Vampirão apareceu e a apresentadora constatou que ele estava sem a faixa presidencial.

Tudo isso mostra uma sutil forma de controlar os conteúdos exibidos sem deixar clara a censura.

As alas polêmicas dos Manifestoches e dos Guerreiros da CLT não foram mostradas na transmissão e, nas redes sociais, os comentários do público que acompanhava o desfile empolgado, com muitos elogios à TV Brasil, foi de constatar imediatamente uma censura da TV que deveria ser pública.

A TV Brasil foi cobrada a se manifestar sobre a questão, mas até o momento não se pronunciou.

No jornalismo, houve a orientação de não focar ou comentar o destaque da escola, o Vampirão Neoliberal, na versão compacta exibida aos jornais.

Não ao desmonte da EBC, em defesa dos direitos dos trabalhadores.

As condições de trabalho na EBC se deterioram a cada dia e também contribuíram para problemas na transmissão do
desfile de todas as escolas de samba.

As condições degradantes são muitas.

Devido à falta de ar condicionado nos estúdios, as transmissões de programas como o Sem Censura e o Stadiun, que são feitos ao vivo, estão sendo canceladas.

Além disso, falta água potável, houve queda de parte do forro do teto de uma copa e de um banheiro no prédio da Gomes Freire e os estúdios estão com sérios riscos de incêndio.

No prédio da Relação, problemas com ar
condicionado e falta de água são constantes.

Na transmissão do desfile, o aparelho que grava as imagens de todas as câmeras, independente de estarem no ar ou não,
para a reprodução de replays editados, pifou no meio do evento.

Também pifou o Multiview, painel virtual que dispõe a pré-visualização de sinais de imagens que chegam à mesa de corte (switcher).

O sinal das câmeras estava chegando de maneira errada e o trabalhador terceirizado responsável por esse equipamento nada pôde fazer.

Também não foi feito antecipadamente o devido ensaio e o teste de equipamentos, comuns em eventos dessa magnitude, que envolve dezenas de profissionais.

Na mesa de corte estavam o diretor do evento, a diretora geral de produção e o superintendente de rede, que são aqueles
que dão a palavra final do que vai e do que não vai ao ar.

Os funcionários têm trabalhado sob uma pressão constante de retirada dos direitos trabalhistas. Em novembro do ano passado, os trabalhadores fizeram 13 dias de greve para conseguir manter os direitos no Acordo Coletivo, que a empresa insiste em não cumprir. Os salários ficaram congelados.

O desmonte permite aos golpistas “economizar” para o mercado, prejudicando a qualidade da informação, produção e
transmissão dos conteúdos públicos.

O golpismo busca sufocar a democracia agora com a intervenção militar no Rio de
Janeiro para, em nome de combater a violência, tentar impedir qualquer resistência à destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários e a entrega ou desmonte do patrimônio público.

Censura e desmonte andam juntos no governo golpista de Temer.

Não à censura e ao desmonte da EBC! Em defesa da Comunicação Pública!

Pela liberação de mais de R$1 bilhão da Contribuição para o Fomento

da Radiodifusão Pública, sequestrados pelo
governo para gerar superávit primário!

Em defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários!

Pela democracia, por nenhum direito a menos, não à intervenção militar no Rio de Janeiro!

Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio - Sindicato dos Radialistas/RJ

Comissão de Empregados/RJ



    




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