Sexta-feira, 24 de novembro de 2017
            







Debate no Sindsep-DF discute o papel da Revolução Russa nas conquistas dos trabalhadores

30/10/2017


Ainda como parte das comemorações dos seus 30 anos, o Sindsep-DF realizou no dia 27 de outubro o debate “Os 100 anos da Revolução Russa e seu Impacto na Realidade Atual”, com a participação do professor da UnB, Rafael Litvin Villas Bôas, e do diretor executivo da CUT Nacional, Júlio Turra.

O debate foi aberto pelo secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves, que ressaltou a importância de explicar as novas gerações de servidores o papel da Revolução Russa nas conquistas dos trabalhadores do mundo inteiro. “Esse debate se faz ainda mais necessário neste momento de golpe contra os trabalhadores e o povo brasileiro, pois aponta os caminhos para nos instrumentalizarmos em defesa dos nossos direitos e conquistas, por um serviço público gratuito e de qualidade, contra o desmonte dos órgãos públicos de atuação social e em defesa das riquezas nacionais, como o pré-sal”, afirmou Neves.

Em seguida foi exibido o filme “Dez dias que mudaram o mundo”. Antes de iniciar o debate, o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, parabenizou a iniciativa do sindicato e lembrou que este ano também marcou os 100 anos da primeira greve no Brasil, um marco na história dos trabalhadores brasileiros.

Em sua apresentação, o professor Rafael, integrante da área de Ciências Sociais do campus de Planaltina da UnB, e que atua no curso de licenciatura em Educação do Campo, que após o golpe militar de 1964, esta é a primeira vez que evocar a palavra revolução não soa mais como ridículo. “Estamos vivenciando o primeiro golpe parlamentar, jurídico e midiático em nosso país. E claro, essa realidade tem seus efeitos. Um deles é justamente recolocar na estratégia política das organizações dos trabalhadores a palavra revolução”, destacou.

O professor lembrou a organização dos trabalhadores na Rússia que culminou com a revolução e enfatizou que o desafio dos trabalhadores brasileiros é descobrir como construir uma cultura política revolucionária que leve ao movimento socialista.

O sindicalista Júlio Turra, que também é professor e integrou uma organização clandestina na luta contra a ditadura militar, ressaltou que é importante entender que a Rússia atual (de Vladimir Putin, que sequer comemorou os 100 anos da revolução) e a própria União Soviética (que existiu entre 1922 e 1991) não podem ser encaradas como uma continuidade daquela Rússia da revolução. “Tendo essa percepção, e o filme exibido hoje deixa isso bem claro, é possível compreender o legado da revolução russa na perspectiva das conquistas alcançadas por trabalhadores do mundo inteiro, visto que para frear o avanço dos trabalhadores revolucionários, muitos governos adotaram os avanços advindos com a revolução, especialmente os ganhos de bem estar social”, comentou, referindo-se a conquistas universais como a igualdade entre homens e mulheres, serviço de saúde gratuito e universal, ensino gratuito e obrigatório, entre outros.

Após as intervenções dos presentes, a atividade foi encerrada pela coordenadora da Secretaria de Formação, Mirian Vaz Parente, que lembrou que o Sindsep-DF sempre realiza debates e outras atividades de temas da atualidade. 


Fonte: Imprensa Sindsep-DF



    




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