Enquanto trabalhadores lutam por vira voto, governo dá R$3bi para passar reforma

Enquanto trabalhadores lutam por vira voto, governo dá R$3bi para passar reforma

Deputado que votar sim, não volta. Esse foi o recado de trabalhadores do setor público e privado que participaram hoje de atividades de pressão ao longo do dia em defesa do direito a aposentadoria e contra a reforma da Previdência. Pela manhã, no aeroporto de Brasília, os parlamentares que terminavam de chegar do recesso foram recebidos com faixas e cartazes que expunham os nomes dos 379 deputados e deputadas que disseram sim ao fim do direito a aposentadoria dos brasileiros. Isso é o que centenas de especialistas alertam que ocorrerá na prática caso as novas regras previstas no texto-base que segue para votação em 2o turno na Câmara dos Deputados passarem como está.

No anexo II da Câmara, entidades se uniram para pressionar parlamentares e panfletar em defesa do direito à aposentadoria. Do lado de dentro, as negociações envolvendo liberação de emendas seguiram avançando. A Casa Civil enviou mensagem presidencial ao Congresso pedindo a liberação de crédito extra num valor superior a R$ 3 bilhões. “O jogo é pesado e envolve muito dinheiro para arrancar o direito sagrado de milhões e milhões de trabalhadores e trabalhadoras do País”, observa o secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva. “Mas vamos investir nossas forças e pressão no trabalho de denunciar aqueles que votarem contra os interesses e direitos do povo”, reforçou. 

Em declarações ao longo do dia, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e outros interlocutores do governo tem demonstrado confiança na aprovação rápida do texto-base em 2o turno. Membros da bancada de oposição, por sua vez, divulgaram que possuem ao menos nove destaques para apresentar. “Vamos tentar reduzir os danos na proposta neste segundo turno”, disse a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali. Entre os destaques estão modificações no valor da pensão das mulheres e a alteração nas regras de transição para servidores públicos. O tempo de contribuição que pela reforma exige 40 anos para quem quer se aposentar integralmente também é alvo para mudanças.

Força Tarefa

Nessa quarta-feira o trabalho de pressão dos trabalhadores continua. A Condsef/Fenadsef vai estar na Câmara dos Deputados em conjunto com outras entidades. O objetivo é visitar cada gabinete com representantes de todos os estados levando dados e documentos que reforçam as perversidades contidas na reforma da Previdência. 

Fonte: Condsef/Fenadsef

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