CDE aprova reforço na resistência contra reforma da Previdência

Reunido nessa sexta-feira, 12, em Brasília, o Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) da Condsef/Fenadsef aprovou o reforço na luta e resistência contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro. A semana foi de muito trabalho de força tarefa, visita a gabinetes e mobilização em defesa da Previdência Pública. A resistência enfrentou obstáculos com entradas dificultadas na Casa do Povo. A resistência vai continuar, apesar da expressiva votação conseguida por parlamentares da base aliada no 1o turno na Câmara dos Deputados que deu 379 votos favoráveis ao fim do direito a aposentadoria de milhões de brasileiros. 

Nessa sexta-feira, na Câmara o dia segue intenso com votação de destaques ao texto principal que está sendo apreciado no Plenário. ACOMPANHE AQUI AO VIVO. Ainda há votação no 2o turno onde novamente o governo precisa de 308 votos para que então o texto siga ao Senado. A pressa em aprovar a reforma na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar tem gerado revolta em quem acompanha o processo. “É impressionante como para retirar direitos do povo brasileiro há uma disposição grande por parte de parlamentares em acelerar processos e trabalhar durante a madrugada e finais de semana”, observou Sérgio Ronaldo da Silva. “Quando não há interesses do mercado em jogo, chegam aqui na terça a tarde e voltam na quinta para seus estados”, criticou. 

Há uma expectativa de que não haja tempo hábil para votação em 2o turno antes do recesso. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, declarou hoje que, se houver falta de quórum para garantir a votação, o segundo turno pode ficar para o segundo semestre. “Terminar tudo agora é melhor, mas como o Senado não vai votar agora, não tem nenhuma gravidade (deixar para o segundo semestre) ”, declarou em entrevista coletiva no início da madrugada desta sexta.

Força tarefa e Greve Geral

A Condsef/Fenadsef e suas filiadas também vão encaminhar à CUT uma sugestão para realização de mais uma Greve Geral que siga mobilizando a classe trabalhadora contra essa reforma injusta que retira direitos e não combate privilégios como o governo tenta vender à população brasileira. Pesquisa do Datafolha feita há pouco tempo apontou que somente 17% dos brasileiros se dizem bem informados sobre o que propõe a reforma da Previdência. É inadmissível que um projeto de tamanha complexidade que altera direitos constitucionais seja votado sem o devido e amplo debate com a sociedade e tenta ser aprovado por meio de acordos e conluios às pressas e à portas fechadas para o povo. 

Nessa sexta, em Brasília, estudantes e trabalhadores se reuniram na Esplanada dos Ministérios em defesa da Previdêcia Pública e o direito a aposentadoria dos brasileiros. A expectativa é de que a mobilização continue crescendo e a resistência seja ampliada. Muitos parlamentares que votam contra a reforma alertam que estão buscando ao máximo defender o direito dos trabalhadores garantindo que haja tempo para votar temas tão importantes e que afetaram profundamente a vida e o futuro dos brasileiros. Mas o alerta é que sem mobilização permanente do povo a tendência é que o rolo compressor continue a passar em cima dos direitos da classe trabalhadora, direitos conquistados a duras penas. 

Ações para resistir

A derrota no 1o turno da Câmara não é o fim dessa jornada. Ao contrário. Há um longo caminho de batalhas que ainda existe pela frente. Mais do que nunca, os brasileiros precisam todos se empenhar para barrar essa proposta e defender o direito à aposentadoria. Este empenho vem em diversas frentes. Damos abaixo algumas ações importantes:

1. Informe-se sempre. A base de uma sociedade igualitária reside especialmente na democratização da informação, tantas vezes restrita às elites intelectuais;

2. Tenha paciência para conversar com outras pessoas sobre os impactos reais da reforma da Previdência. É no diálogo que conscientizamos a população sobre a verdade;

3. Pressione seus deputados e senadores para votarem contra a reforma, mandando e-mails, telefonando para os gabinetes, pressionando nas bases;

4. Compartilhe conteúdos contrários à reforma pelas redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp. Garanta sempre que os conteúdos compartilhados sejam de qualidade e de fontes confiáveis para não cair em fake news;

5. Participe de atos em defesa da aposentadoria sempre que houver chamado.  

A Condsef/Fenadsef segue acompanhando toda a votação e os destaques e junto com suas assessorias técnicas e apoio do Diap fará análise do que está sendo votado e como afeta os servidores e toda classe trabalhadora. Como ainda há debate e votação em 2o turno na Câmara e dois turnos no Senado ainda há muita resistência a ser feita. Devemos seguir defendendo nossos direitos e ampliando nossa mobilização em torno da luta contra essa reforma da Previdência que não ataca privilégios e retira direitos da maioria da população brasileira.

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