Trabalhadores do HFA terão GT para acompanhar o processo de mudança da natureza jurídica do hospital

Trabalhadores do HFA terão GT para acompanhar a proposta de mudança da natureza jurídica do hospital

Em reunião com a direção do Sindsep-DF, dia 24/04, o Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas – HFA, General de Divisão Rui Yutaka Matsuda, informou que ainda está em análise a possível mudança da natureza jurídica do hospital para instituto ou outra nomenclatura. Participaram da reunião os diretores do sindicato Valda Eustáquia (coordenadora da Secretaria de Filiação e Política Sindical e servidora aposentada do hospital), Otônio Araújo Lima Júnior (diretor adjunto da Secretaria da Juventude Trabalhadora e empregado público do HFA) e Sérgio Gomes Andrade (secretário da Seção Sindical e fisioterapeuta no HFA), além do diretor de Recursos Humanos do hospital, Coronel André Luiz Paschoal.
Para acompanhar o processo de mudança da natureza jurídica, será criado um Grupo de Trabalho (GT) composto por servidores e empregados públicos com representação do Sindsep-DF. O GT terá 11 membros, um de cada categoria do hospital e, além de acompanhar a proposta de mudança, vai interagir com o GT do Ministério da Defesa-HFA, ao mesmo tempo em que organiza as reivindicações dos trabalhadores. Os membros do GT serão eleitos em assembleia na terça-feira, dia 7/05, às 12h, na Portaria da entrada principal.
Sobre a reestruturação do Plano de Carreira e Cargos do HFA (PCCHFA), Matsuda afirmou que no momento o hospital não tem verba para promover nenhum tipo de reajuste salarial, e que, apesar da sua preocupação com o déficit no quadro de pessoal, somente após a conclusão do processo de mudança da natureza jurídica poderá realizar a contratação de novos médicos e enfermeiros. Ele ainda informou que não sabe como se dará as novas contratações, se por concurso público ou outro tipo de seleção. Os sindicalistas deixaram claro que o Sindsep-DF é contrário a qualquer outra forma de contratação que não seja o concurso público.
O hospital conta atualmente com apenas 184 médicos e a equipe de enfermeiros também é reduzida, o que torna a reposição do quadro de pessoal indispensável e urgente. “É necessário pelo menos o dobro dos profissionais que trabalham atualmente no hospital”, alerta Valda Eustáquia.
Matsuda também garantiu que havendo a mudança da natureza jurídica, não haverá remoção ou movimentação dos servidores e empregados públicos e tampouco demissões. Ele também afirmou que vai buscar alguma compensação financeira para os trabalhadores na forma de bônus ou gratificação. Os sindicalistas ainda expressaram a sua preocupação sobre como ficará o convênio SUS-HFA após a troca da natureza jurídica do hospital, visto que os servidores, empregados públicos e aposentados civis do órgão são atendidos por meio desse convênio.

ASSEMBLEIA HFA
Terça-feira - 07/05 - 12h - Portaria

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