Debate pauta relação entre mídia e reforma da Previdência, nesta segunda (16)

Debate pauta relação entre mídia e reforma da Previdência, nesta segunda (16)

CUT Brasília, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Comitê Lula Livre DF realizarão no próximo dia 16, segunda-feira, atividade de lançamento do estudo Vozes Silenciadas – Reforma da Previdência e Mídia: o posicionamento de especialistas sobre a proposta do governo Bolsonaro. A atividade será às 14h, na Praça Chico Mendes da UnB.

Realizado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, o estudo analisa as matérias referentes à reforma da Previdência publicadas nos três principais jornais impressos do Brasil (Folha de S.Paulo, O Globo e o Estado de São Paulo) e nos três principais telejornais (Jornal Nacional, Jornal da Record e SBT Brasil), em termos de audiência e circulação. Duas perguntas foram balizadoras para a análise: quais foram os posicionamentos dos/as especialistas sobre a Reforma da Previdência apresentados por parcela da grande mídia nacional? Quais vozes foram ouvidas e quais foram silenciadas? No caso da pesquisa feita nos jornais impressos, o período analisado vai de 1º de janeiro a 30 de junho de 2019. Já a análise feita junto aos telejornais compreende quatro semanas de exibição dos referidos telejornais, tomando como marco datas importantes da tramitação do projeto de reforma da Previdência no primeiro semestre de 2019.

Os resultados da pesquisa apresentam grande diferença numérica entre as vozes favoráveis à proposta da reforma da Previdência e aquelas contrárias ao projeto apresentado: no meio impresso, 64% foram favoráveis e 19% contrárias. Na cobertura televisiva, das 10 participações de especialistas, somente uma delas apresentou posicionamento contrário.

Outro dado importante destacado pela pesquisa foi a disparidade de gênero entre os especialistas. Nos jornais impressos, 88% dos especialistas ouvidos são do gênero masculino, enquanto nos telejornais a participação dos homens foi de 89%. Esse dado se agrava quando se leva em conta que as mulheres são as mais afetadas com as mudanças propostas pela reforma da Previdência, atualmente em discussão no Senado Federal. Mulheres ganham menos que homens, são a maioria dos desempregados, trabalham mais e sem carteira assinada. Segundo o relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de 2019, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho deve ser aprofundada com a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Outro estudo, este produzido pelo MDA/CNT, divulgado em agosto deste ano, mostrou que mais de 47% da sociedade é a favor ou não sabe o que responder quando questionada quanto ao apoio ou rejeição à proposta de reforma da Previdência (36,6% a favor e 10,7% não souberam responder). Esse alto índice é assustador frente aos prejuízos flagrandes contidos na reforma da Previdência.

“Diante dos dados, é possível afirmar que a mídia continua sendo uma grande influenciadora da opinião pública, utilizando desarranjos comunicacionais, como manipulação e ausência de fontes, para impedir a construção do pensamento crítico e o exercício da liberdade de expressão, fraturando o sistema democrático. Por isso, precisamos levar análises como essa aos dirigentes sindicais, representantes de movimentos sociais e a sociedade em geral, como ferramenta de formação, pois só assim conseguiremos ter consistência para enfrentar os ataques crescentes por parte do governo federal”, afirma o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

A reforma da Previdência é apenas um dos temas que a mídia tem influência direta na opinião pública. Outros processos, como o golpe de 1964 e de 2016, além da prisão do presidente Lula, também são alguns dos temas que têm atuação determinante dos meios de comunicação junto à sociedade. Os mesmos temas dialogam diretamente com os processos de transformação social, que desembocam no rompimento com a democracia.

Serviço
Lançamento do estudo Vozes Silenciadas – Reforma da Previdência e Mídia: o posicionamento de especialistas sobre a proposta do governo Bolsonaro
DATA: 16 de setembro, segunda-feira
HORÁRIO: das 14h às 17h
LOCAL: Praça Chico Mendes, UnB

Fonte: CUT Brasília

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